sábado, 18 de agosto de 2012


"[Eis] um dos problemas gerais de nossa época – nossa incapacidade de dar aos moribundos a ajuda e afeição de que precisam quando se despedem dos outros homens, exatamente porque a morte do outro é uma lembrança da nossa própria morte. A visão de uma pessoa moribunda abala as fantasias defensivas que as pessoas constroem como uma muralha contra a ideia de sua própria morte. O amor de si sussurra que elas são imortais: o contato muito próximo com moribundos ameaça o sonho acalentado."

ELIAS N. A solidão dos moribundos. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

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